A SALA DE AULA
A sala de aula ganha, em nossos tempos, nova concepção: de um espaço estático para um espaço dinâmico e de um lugar da homogeneidade para a heterogeneidade. A perspectiva contemporânea considera a sala de aula um palco de diversidades e este fato, longe de ser um obstáculo, é entendido como oportunidade de enriquecimento, na medida em que vidas diferentes se cruzam em busca de idéias a serem construídas coletivamente.
Quanto mais o profissional se dispõe a aprender e a transformar, mais aprende novas lições e, conseqüentemente, ensina melhor. Precisa, também, aprender a ver, no espaço de sala, os “pequenos” pedaços de vida que se mostram em diferentes momentos, na alegria do encontro, no entusiasmo das descobertas, na satisfação da busca e na paixão pelo conhecimento. Uma escola que assume educar para o desenvolvimento humano precisa manifestar crença e confiança em seus atores, estimular relações interativas produtivas e acreditar que é possível uma educação verdadeiramente humana para todos.
Estes fragmentos de texto foram retirados do site: Sala de aula: contexto, saberes e fazeres, que traz um estudo sobre a diversidade em sala e vários outros assuntos pertinentes ao contexto escolar, tais como: Sala de Aula e Diversidade; Sala de Aula: Conhecimento e Desenvolvimento; O Desenvolvimento Profissional e a Sala de Aula; Sala de Aula No Contexto Globalizado: Novas Exigências e Novas Necessidades. É um estudo dirigido, fundamentado e que vale a pena conferir.
De acordo com o estudo do texto proposto aqui e com base em outras fontes de pesquisa listei 10 estratégias para se trabalhar a heterogeneidade em sala:
1) Diagnosticar e realizar o estudo do histórico escolar e familiar do aluno para poder traçar metas e planos de ensino-aprendizagem que atendam as especificidades de cada um para assim alcançar os resultados esperados, sem deixar que estes alunos sejam excluídos dentro da sala de aula.
2) Ação pedagógica pautada na parceria entre direção, coordenação (escola e secretaria de educação) e demais funcionários para o planejamento conjunto de atividades e estratégias; devem estar previstos momentos para a equipe de professores trocar experiências e socializar propostas exitosas.
3) Realizar estudos sobre os problemas encontrados para fundamentar as estratégicas propostas, através de formações continuadas, que pode acontecer com os técnicos da secretaria, bem como com o grupo de professores da escola. “A formação continuada não se dá apenas por meio de cursos ou palestras, mas no cotidiano da escola, na troca com os pares, na construção conjunta de estratégias e soluções.”
4) Trabalho em dupla - Distribuir os alunos em duplas é uma estratégia bem interessante. Em primeiro lugar, porque o professor reduz a turma pela metade. Se ele tem 40 alunos, passa a ter 20 duplas, o que facilita o seu movimento pela sala de aula para orientar os trabalhos. Outro detalhe interessante é que, no trabalho em duplas, os alunos discutem a atividade. Com a facilidade da comunicação entre os pares, a troca de experiências contribui efetivamente para o desenvolvimento da aprendizagem.
5) Trabalho com monitoria - Utilização de monitores. O professor pode selecionar alunos que tenham um bom domínio de determinado conteúdo e orientá-los para que auxiliem colegas com dificuldades. Numa mesma aula pode haver mais de um monitor ajudando o professor na orientação dos alunos.
6) Trabalho com grupos diversificados - Aproveitando os monitores, o professor pode trabalhar com grupos diversificados, ou seja, quatro ou cinco (grupos de no máximo quatro alunos e um monitor), fazendo, simultaneamente, trabalhos diferenciados. Como o professor coloca um monitor em cada grupo, ele consegue supervisionar o trabalho de todos.
7) Quadro de possibilidades - No qual constem informações escritas, expressas pelos alunos de forma livre e organizadas pelo professor, sem qualquer julgamento de valor por parte dele, sobre "o que já sabem", sobre "o que ainda não sabem" e sobre “o que esperam aprender na escola". Esse debate tende a ajudar alunos e professores a encontrarem os melhores caminhos para explorar a diversidade de aprendizagens e de vivências como matéria-prima na escola.
8) Promover a interação entre os colegas através das dinâmicas em grupo, estimulando a boa convivência, procurando sempre respeitar as diferenças e valorizar as potencialidades. “O resgate do desejo de aprender de cada um desses alunos viabiliza a constituição de conhecimentos, conceitos e valores na escola. Para isso acontecer, cabe ao educador sempre estabelecer com sua turma uma relação alegre, produtiva, competente e, sobretudo, em que exista confiança e liberdade, com respeito entre as partes. Nessas circunstâncias, todos têm histórias e aprendizagens que são valiosas para o grupo e, portanto, têm muito que ensinar e aprender, sob a mediação do professor.”
9) Proporcionar atividades diversificadas nas quais os alunos terão a oportunidade de demonstrar suas habilidades múltiplas, ou seja, dramatização, concurso de poesias, como também procurando despertar novos talentos, como é o caso da aptidão para a música, manuseio com instrumentos musicais, dança, entre outros.
10) Em relação àquele aluno inquieto, e indisciplinado, torna-se interessante elevar a autoconfiança despertando o sentimento de capacidade, fazendo com que o mesmo sinta-se útil, apto a tomar decisões perante um determinado problema apresentado na sala de aula ou no próprio colégio. Por mais que pareça complicado, um bom exemplo é elegê-lo como representante de sala.
Olá...
ResponderExcluirgostei muito do seu blog...
sou professora do ensino fundamental e para mim é um grande desafio trabalhar com turmas heterogêneas.. as estratégias me ajudarão muito !!!
Venha me visitar: tawanaorlandi.blogspot.com
OLá,
ResponderExcluirGostei do vídeo apresentado e gostaria que me informasse o endereço eletrônico.
Att,
Rosiane